Diário de Bordo - UOL Blog

Diário de Bordo


09/09/2008


Olá moçada, to chegando de Porto Velho, Rondonia, onde fomos fazer tres shows. Dois na verdade porque no sábado caiu uma chuva torrencial em Humaitá, Amazonas que nos impossibilitou de concluirmos nossa missão. Mas vamos do início...Saímos de sampa na quinta (JP e Maral foram na sexta) e chegamos em Porto Velho tarde da noite para encontrar Solano e companhia, que é o cara...Solano é um dos maiores produtores de show da região norte e, thanx god, gostou do nosso trabalho e pretende investir na Delux para crescer na região. No dia seguinte fomos para as radios e Tv´s locais para divulgar os shows (dois) que faríamos em Porto Velho. O primeiro seria no pátio da Uniron, onde montaram um palco grande, camarim cheio de comida, bebida e tudo mais. Por algum motivo, houve um problema na divulgação e a galera não compareceu como se esperava. A expectativa era grande mas o show foi organizado com fundo político e política tem dessas coisas. O lado adversário resolveu boicotar o show e os alunos das outras faculdades não apareceu fazendo com que o público do show se reduzisse e, como o espaço era muito grande, ficou com cara de show vazio. No big deal pois até com o Rpm tivemos que passar por situações semelhantes. Ainda lembro que falávamos um para o outro "vamos tocar como se estivéssemos com acasa lotada" pois, no nosso raciocínio, quem viesse espalharia que éramos bons. A gente falava "mais um da série "quem viu, viu" e tocávamos em frente. Não deu outra...na Uniron, entramos decididos a mostrar como a banda estava afiuada, mesmo com público pequeno e a galera respondeu, cantando e dançando na maior parte do show. O astral foi lá pra cima e no camarim, depois do show, tiramos várias fotos, demos autóigrafos e conhecemos o pessoal da banda Estróina (muito competente) e enchemos a cara de gatorade (rs). A razão para esse fato quase inédito era que logo depois teríamos que correr para o Pub Informal (Pábi, como se pronuncia em portovelhês) para o segundo show da noite. Carregamos a van e se mandamos para o pub que, quando vimos da rua, nos deixou entusiasmados, pois estava cheio de carros indicando que estava lotado. Solano desceu para fazer um "reconhecimento" e chegou com a notícia que esperávamos...estava bem cheio e o público no maior astral esperando pelo show da Delux. Logo apareceu o Binho, excelente guitarrista da cidade que veio nos dar um help para montar o palco enquanto descansávamos na van. Demos uma meia hora na van e entramos. Havia uma porta da rua que dava direto no palco e, entrando, vi que estava td mundo amontoado na beira do palco. o "pábi" estava lotado com todo mundo gritando e levantando os braços...."showtime"...Engatei uma primeira e de repente estava todo mundo dançando ao sabor do som da Delux...tocamos por mais de duas horas, agradeci ao Gerson, dono do local (cheio de fotos e adereços bem rock´n roll) que nos tratou super bem e, mesmo quando houve um defeito no amp do bass, Jp e eu fizemos improviso que fez com que ninguem nem percebesse que estávamos com um problema. A energia foi aumentando até que chegamos num ponto em que não havia mais nada pra fazer a não ser detonar alguns sucessos de Jimi Hendrix, que foram super bem aceitos pela galera que se sacudia ao som de "Highway Chile" e "Come On"...era difícil acreditar que estávamos na Amazonia pois o pábi era, como disse antes, uma cópia dos pubs da Inglaterra e Irlanda, com várias fotos dos Rolling Stones e outros artistas do rock´n roll, fotos de motos envenenadas e tudo mais...a gente detonando com Jimi Hendrix e o público dançando como se fosse íntimo daquele repertório. E pensar que perto dali havia uma floresta virgem, intocada, com árvores de mais de 30 metros...Chegava o fim do show e fomos descansar no hotel pois no dia seguinte iríamos para Humaitá no estado do Amazonas, há duzentos quilômetros dali. Acordamos cedo e pegamos a estrada. O céu estava cinza e relâmpagos indicavam que a coisa não ia ser tão fácil assim. A estrada era uma longa e interminável reta sem fim, cercada de floresta amazônica dos dois lados. Em alguns trechos o asfalto acabava e os buracos atrapalhavam o motorista que ficava concentrado em desviar, o que nos dava medo, pois em alguns trechos, não havia acostamento e sim um desnível de uns dois metros. A viagem foi muito mais demorada do que prevíamos mas chegamos sem maiores contratempos. Fomois almoçar um peixe, comida característica da região. Nos deliciamos com um Dourado a escabeche e baião de 2 e fomos direto para o palco falar com o pessoal da técnica. Surpresaaa....não havia bateria e o céu relampejava cada vez mais...foram atrás de uma bateria de uma rapaziada da região e logo chegava o produtor da cidade com o seguinte discurso: "olha, arrumei uma bateria com o pessoal duma banda duns meninos que vão fazer uma canjinha em troca de emprestar a bateria"..eu não sabia se ria ou ficava puto...mas ali, na amazônia, com o palco montado numa praça da cidade a única chance era aquela. Relaxamos e ficamos por ali esperando a tal bateria enquanto os relâmpagos ao longe auementavam e o vento nos refrescava, apesar de que , depois de alguns momentos, começei a achar qie iria chover e muito. Logo começou a garoar e fomos para o hotel descansar pois não havia nada que pudéssemos fazer para resolver a situação do palco que não ficava pronto nunca. Deitei na minha cama e adormeci...acordei com um barulho alto que me assustou e logo percebi que estava caindo uma tromba dágua fortíssima. Liguei a luz mas nada...fiquei no escuyro sem saber o que fazer....mosquitos...havia mosquitos pois o ar condicionado havia parado...maláriaaa...pensei!!! Estou ferrado, vou pegar uma malária fresquinha do amazonas!!!! Saí correndo do quarto e fui para o saguão onde estavam o gerente, o Solano e alguns hóspedes. Conversamos e tomaos café a luz de lam´pião enquanto me falarm que, se em doze dias eu me sentisse fraco e enjoado que procurasse um médico pois era uma malariazinha...Era de cair na risada a calma com que o pessoal falava sobre a tal malária e fomos conversando, conversando e nada da luz voltar. Só o gerador que dava claridade para que pudéssemos ver onde estávamos e caminhar pelo hotel. Depois de algumas horas de papo no escuro voltei pro quarto e adormeci de novo, mas agora com um tubo de SBP que eu acionava na cara dos mosquitos que me sobrevoavam...foi uma guerra injusta...rs. adormeci...De repente Solano bate a porta com Chaguinha para conversar. Percebi na hora que algo grave tinha acontecido e fiquei sabendo que haviam cancelado o show. Não havia a mínima condição pois não tinha energia para ligarmos o equipo. Combinamos nova data (acho que vai ser dia 26 de set.) e fomos domrir. No dia seguinte levantamos e rumamos para Porto Velho de novo. Chegamos e encontramos com nosso anfitrião Helio Vieira que nos convidou para passei de barco num dos afluentes do Rio Madeira. Daí pre frenbte foi paraíso total...A lancha era 10 e a turma super animada, nos deixando bem a vontade. Tomei várias cervejas tirando fotos pois o visual era de tirar o fôlego. Água verde clara com areia branca por baixo e nas bordas um tapete verde, espesso de floresta amazônica virgem com , no mínimo, 30 metros de espessura. Fomos para uma tal Praia do Amor que um doido chamado Araujo (que estava lá muito louco) tinha construído empurrando a areia para a borda. Era demais, cheia de barcos e uma moçada bonita dançando ao som regional...de repente vejo uma placa com o nome da praia pendurado no alto de uma árvore com uns 20 metros de altura e perguntei "quem era o maluco que tinha pendurado a placa?" e me falaram que na cheia o barco encosta ali e foi facílimo colocar a placa já que a altura com a água sobe assim. Mas eu falei que eram no mínimo 10 metros de altura e me falaram..."é isso aí" a água invade tudo e sobe mesmo. Se marcar não dá nem pra perceber onde é o rio e onde é a floresta de tão alta. Mais peixe e cerveja e passamos uma tarde de nobres, sendo super bem tratados por uma galera que nos deixou muito bem impressioandos com a sua hospitalidade. Escutamos o som da banda Estróina que foi produzido por Maluly (aquele do Rpm mesmo) e cantei a bola de quatro músicas que poderiam tocar tranquilamente no rádio. Os caras são super gente fina e juntando todo mundo sei que conhecemos um belo pessoal que já deixou claro que quer que voltemos mais vezes para se divertir e tocar...com certeza. Vamos confirmar o dia 26 e, se tudo der certo, Amazonia, lá vamos nós de novo....As fotos estarão em breve no my space e site. Abraços a todos e espero quem puder ir no dia 18 de stembro no Lanterna para chutarmos o balde. E não adianta vir falar que não cobseguiu carona não. Estamos a mais de 10 dias do evento e tá fácil de combinar tudo. Beijos a todos...Dlx.

Escrito por Deluqui às 10h45
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