pedras, pedras e mais pedras, assim era o chão...a rua, o calçamento era feito de pedras irregulares que dificultavam a caminhada. coisa do século XVII acho. precisamos de tenis para ir transitar no centro histórico de paraty. paraty 33 era o nome da casa. no primeiro dia, uma festa a fantasia (o pessoal leva a sério o lance) com a casa cheia e todo mundo animado. rock´n roll em tres entradas depois de uma viagem de seis horas, cansativa mas muito bonita. chega-se em paraty pela rio-santos. depois de ubatuba as praias são realmente belas. no dia seguinte acordamos e, depois de um rolê rápido pela cidade pro café da manhã e rápida exploração fomos pra trindade. sol, céu azul e calor, todos animados e uma camera pra registrar os bons momentos em vídeo. chegamos lá pelas 14 hs pois fomos dormir tarde no dia anterior e o céu começava a mudar de azul para um cinza claro com pequenos buracos azuis. situação indefinida mas a praia estava cheia e de cara encontramos uma galera de meninas que tinham estado no bar. diversas praias, pequenas elevações...de cara o jp subiu numa e fui registrar com a camera. o mar azul...o horizonte, as ilhas...uma paz...e lá no fim havia uma praia chamada cachadaço que, me falaram tinha uma piscina natural. e longe, o céu não ajudava muito mas tínhamos a tarde inteira pela frente e resolvemos fazer a caminhada. de saída tinha uma trilha por cima de um monte para chegar até o outro lado onde começava o cachadaço. depois de uns 20 ninutos estávamos do outro lado e a praia era linda. não havia quase ninguém e a areia era branca...continuamos a caminhada até o fim da praia e eu já estava meio sem fôlego. resolvi perguntar para uma senhora que vendo sei lá o que onde eras a tal piscina e ela me falou "logo ali na frente, é fácil de chegar". continuamos a caminhada e...nova trilha. eu começei a pensar se valeria a pena pois ia ser cansativo e estava começando a escurecer....mosquitos, muita lama pois havia chovido, sei lá. não to a fim de errar. mas tava todo mundo na pilha..."vamos lá!!!" enfrentamos mais um monte igual o primeiro mas valeu a pena. chegando, era uma piscina natural com várias pedras com água pela cintura. o problema é que mesmo tendo dado o rolê, a água estava fria que doia. pensei "é o mesmo que mergulhar na geladeira" mas mesmo assim pulei e me senti muito bem depois. a coisa de entrar em contato com o mar....muito bom para o corpo. escurecia mas pedi a vi que fizesse uns takes da gente. não sei se ficou legal. voltamos...a essa altura o pessoal tava cancado e, de vez em qdo a gente ouvia um "aaaaiiii" e sabia que alguém tinha escorregado, furado o pé...algum problema mas mesmo assim dávamos risada...chegamos onde tínhamos deixado o carro e não havia mais ninguém....só o barulho de uma grande caixa dágua que deixava vazr água e o pessoal aproveita pra tomar banho. voltamos pra casa em silêncioao som dum santana (caravanserai) instrumental fodão. no segundo dia estávamos seguros pois a noite anterior tinha rolado tranquila mas, quando cheguei lá o marcelo dono do paraty 33 veio falar comigo:" pô fernando voces tocam muito alto, muito mais do que a gente está acostumado e eu estou tendo problemas com a vizinhança" eu pensei.."nem tudo são flores, mas vamos nos adaptar" o bar estava cheio já e havia um público completamente diferente com um pessoal que estava sentado em mesas esperando. pensei "esses caras tão a fim de escutar som bom". nem muita nem pouca gente. qa quantia certa de pessoas espalhadas pela casa, bebendo e comendo e.....esperando....o vitché montou as coisas e atacamos com outra pegada. "onda" do jardim secreto para começar....gosto dessa porque é instrumental e calma e podemos terminar de acertar as coisas do som..."wonderful tonight" de clapton e "wicked game" do c. izaak, sabe? coisas mais suaves mas gostosas de tocar.....o povo foi se entusiasmando e a casa foi enchendo. quem passava na rua entrava pois o clima estava show! não me lembro bem qual a música mas senti que era a jhora de ir pro meio da moçada e tocar guitarra no meio das mesas. no meio da pista. a banda tocando suave e eu fazia algumas frases de blues....o povo veio abaixo e senti que a noite ia ser foda. o marquinhos do som fez um trabalho magnífico e estava tudo cristalino. fomos até as tantas da madruga sem problemas. a minha voz inteira, fato que ocorreu graças a muita água que eu tomava. não tomo álcool durante o show pois a voz acaba muito mais rápido. claro que as vezes eu peço uma dose mas são apresentações mais rápidas ou, quando não tenho trabalho no dia seguinte. tínhamos feito o piove na quarta (começo de temporada ainda) em sampa e o b. horse na quinta no alphaville (tava lotado e pudemos fazer um puta som, principalmente na hora da desmontagem quando os garçons tiram a maior onda!!!! rsrsrs) . eu tive que me preservar. também não fiquei no meio da galera porque ficar falando no meio do putz putz ferra com a voz. tem sempre aqueles que vem pedir uma do guns ou querem conversar sobre porque acabou o rpm....já viu né? fujo mesmo...mas tem muita gente simpática que está na vibe e tira fotos, quer beijo....assim sim, né? semana que vem temos a festa do site musical x-press no uaná club em tatuí. quem estiver por perto de sorocaba e arredores é só chegar. beijo!


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